Procedimento foi realizado neste final de semana coordenado pelo
cirurgião ginecológico Leandro Gugel, tendo acompanhamento da cirurgiã oncológica
Audrey Tsunoda, que veio especialmente de Curitiba.

Paciente de 40 anos, que há cerca de 3 anos teve um câncer de parede vaginal e foi submetida a uma cirurgia de transposição uterina. Este tratamento, segundo Dr. Leandro Gugel, é feito em três etapas: a primeira, com a retirada do útero da vagina e colocado próximo ao estômago; a segunda, no tratamento do tumor com a braquiterapia e terceira etapa, com o reposicionamento do útero ao seu sítio anatômico. Com a braquiterapia houve um encurtamento vaginal e atrofia, havendo uma nova necessidade cirúrgica, ou seja, reconstrução da vagina (neovagina). Para formação dessa nova vagina, foi usado segmentos de peritônio e órgão adjacentes. A cirurgia permite a paciente a ter uma vida sexual normal, com melhora substancial na sua qualidade de vida.

O procedimento, inédito na região, foi realizado neste final de semana no Hospital Unimed Tubarão coordenado pelo cirurgião ginecológico Leandro Gugel e sua equipe, acompanhada pela renomada nacional e internacionalmente, Dra Audrey Tsunoda, cirurgiã oncológica, que veio especialmente de Curitiba, do Departamento de Ginecologia Oncológica do Hospital Erasto Gaertner e HCor.

“Este procedimento tem um bom resultado, chegando a níveis de satisfação de mais de 80%”, ressalta Leandro Gugel.

A cirurgia, considerada de alta complexidade, é inédita na região. Dr. Leandro Gugel, ginecologista, especialista em cirurgia ginecológica, atuando em cirurgia minimamente invasiva, tanto robótica quanto laparoscópica e também com atuação em endometriose, teve como equipe os doutores Gustavo Botega e Marcelo Dexheimer, além da instrumentadora a Andressa Domagalki, a anestesiologista Daniela Salvatori e todo o apoio técnico dos profissionais do Hospital Unimed Tubarão.

O procedimento cirúrgico no Hospital Unimed teve a participação da cirurgiã oncológica Audrey Tsunoda, que veio especialmente de Curitiba. A médica considera que, após alguns tratamentos, ou eventualmente as pessoas que nasceram sem o canal vaginal, se pode, através de algumas técnicas de cirurgia, reconstruir esse canal para que a vida volte a sua normalidade. “Então, a intenção aqui no Hospital Unimed de Tubarão foi justamente esta. Temos certeza que estamos trazendo melhor qualidade de vida para essa nossa paciente”, comenta.

 

Compartilhe

Voltar ao blog